A nota de corte como fator de decisão estratégica: conquistando uma vaga na USP

Entrevista com Stefano Cristino da Silva, Graduando do 2º semestre do Curso de Informática Biomédica

 

Como você conheceu o Curso de Informática Biomédica?

Meu sonho era entrar em uma faculdade, então, no final do meu ensino médio, meu objetivo se tornou entrar na Universidade de São Paulo. No início, tinha mais interesse em design gráfico, no entanto, acabei mudando de ideia e busquei um curso que envolvesse a área de Tecnologia da Informação, de preferência na USP de Ribeirão Preto, visto que é uma cidade mais próxima da minha e os custos para estudar na cidade seriam menores. Então, quando eu fui fazer a Fuvest para tentar entrar em Ciências da Computação, eu fiquei receoso que minha nota no vestibular não seria suficiente e decidi buscar outra opção dentro da USP de Ribeirão. Neste momento, encontrei o Curso de Informática Biomédica e, como era relacionado com a parte de tecnologia que já tinha interesse, passei a pesquisar mais sobre o Curso e decidi selecioná-lo como minha opção no ENEM-USP.

Qual foi a sua motivação para a escolha do Curso?

Os fatores que mais me motivaram para escolher o Curso de fato foram tanto a questão da perda do interesse por outros cursos que envolvessem apenas a área de Tecnologia da Informação, como o curso de Ciências da Computação, quanto o fato da alta concorrência para ingressar na USP pela Fuvest. Então, além desses fatores, o fato do Curso englobar tanto a tecnologia, quanto a saúde, que eram dois assuntos de meu interesse, decidi que iria tentar ingressar na Informática Biomédica por meio do ENEM-USP, ao invés dos outros cursos.

Qual foi a sua primeira impressão ao chegar na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP)?

No meu primeiro dia, quando cheguei, eu não imaginava que a Faculdade seria tão bonita e o ambiente seria tão agradável, além disso, isso também se misturou com todas as emoções e a agitação por ter entrado na Universidade dos meus sonhos. Com tudo isso, eu me apaixonei pela Faculdade e me senti muito feliz por estar finalmente naquele lugar, mas o fato de eu ter tido algumas lacunas no meu aprendizado ao longo do meu ensino médio me fizeram não me adaptar tão bem a quantidade de conteúdos e informações novas passadas pelos professores nas aulas, além da maneira muito diferente dos professores de darem aula. Por outro lado, o fato de eu estar na Faculdade me gerou muito nervosismo, mas com a ajuda de colegas e amigos eu consegui me adaptar socialmente e quebrar esse sentimento.

Que tipo de conteúdo ou atividade mais te chamou a atenção até agora?

O que mais me chamou a atenção foi que, no geral, os alunos da USP poderiam fazer muito mais do que apenas assistir às aulas, principalmente,  com a grande variedade de ligas e entidades estudantis promovidas por alunos e docentes. Além disso, outras atividades que me chamaram a atenção foram as promovidas pela disciplina do professor Paulo de Atenção à Saúde I, já que nós tivemos a oportunidade de visitar e acompanhar profissionais dentro do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e outras unidades em que os informatas biomédicos podem atuar, nos permitindo entender como e onde podemos trabalhar quando nos formarmos. Outras atividades que me chamaram a atenção foram as extracurriculares extensionistas (AEX) oferecidas pela Faculdade por meio de editais, em que os alunos podem participar de atividades que dão algum retorno para a população, utilizando conhecimentos ou experiências adquiridos na Universidade.

O que você gostaria de saber mais sobre a área?

Eu gostaria de saber mais sobre a atuação do informata biomédico na área de sustentabilidade e uso de ferramentas de biotecnologia na ecologia. Além disso, outras duas áreas que gostaria de me aprofundar melhor são a Bioinformática, especialmente, sobre o potencial de atuação e aplicações dentro do campo da Saúde, e a E-saúde, para entender melhor como um profissional da área trabalha e utiliza seus conhecimentos em programação na área da Saúde. Eu também gostaria muito de ter a experiência prática em uma bancada de laboratório para possivelmente trabalhar com isso no futuro, visto que o curso tem poucas aulas práticas em laboratórios quando comparados a outros cursos da Saúde.

 

Entrevista realizada por: Fernando Henrique Demarqui Takaki, Graduando em Informática Biomédica na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo.

Supervisão: Prof. Dr. Maria Cristiane Barbosa Galvão, Docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo.