Entrevista com Marilha Ester de Morais Matos, Graduanda do 2º semestre do Curso de Informática Biomédica
Como você conheceu o Curso de Informática Biomédica?
No começo, eu não queria fazer um Curso na área de Tecnologia. Sempre gostei mais da área da Saúde, como Medicina. Mas acabei mudando de ideia depois de ter contato com a tecnologia durante o Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas pela ETEC. Mesmo assim, ainda queria algo voltado para a Saúde. Foi então que, pesquisando, encontrei o Curso de Informática Biomédica, que é justamente interdisciplinar entre Tecnologia e Saúde, o que me chamou bastante a atenção.
Qual foi a sua motivação para a escolha do Curso?
Sempre tive interesse pela área médica e acredito que a tecnologia é algo que vai continuar crescendo cada vez mais. Por isso, achei que essa era a melhor opção de curso para mim. Além disso, os cursos parecidos que eu encontrei eram todos em instituições privadas, o que exigiria um investimento financeiro muito alto. Outro fator que pesou na escolha foi a nota de corte, que me ajudou a definir este como meu principal objetivo.
Qual foi a sua primeira impressão ao chegar na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP)?
Minha expectativa sobre a estrutura da Faculdade era um pouco diferente. Me senti meio deslocada ao ver todos os cursos da área da Saúde juntos em um único bloco. Mas, mesmo assim, fiquei muito feliz por ter passado no vestibular. Me senti realizada por ter conseguido. Achei o ambiente diferente do que eu imaginava, até menor, mas ainda assim agradável e bom para o aprendizado. Em relação aos professores, minha impressão inicial foi que eles são bem rígidos, o que foi um choque em comparação com o ensino médio, porque aqui parece que exigem muito mais independência por parte dos alunos. Acredito que uma das maiores dificuldades ao chegar na Faculdade foi perceber a diferença entre o ensino médio e o ensino superior. Aqui, é essencial ter colegas que te apoiem nos estudos e também buscar aprender por conta própria. É preciso estudar de forma mais eficiente, porque os professores não ensinam isso diretamente, é algo que você precisa desenvolver por si mesmo.
Que tipo de conteúdo ou atividade mais te chamou a atenção até agora?
Uma das atividades que mais me chamou a atenção foi a da disciplina de Bioquímica, especialmente a parte relacionada aos bancos de dados genéticos e químicos do organismo. Também me interessei bastante pelas visitas ao setor de Medicina do Sono no Hospital das Clínicas, principalmente nas atividades de análise e gestão dos dados dos sinais vitais dos pacientes, além do setor de imagens médicas na leitura e interpretação dos exames.
O que você gostaria de saber mais sobre a área?
Tenho vontade de saber mais sobre a área de Imagens Médicas, especialmente como os conhecimentos adquiridos no curso são aplicados nesse campo e como funciona o mercado de trabalho para quem quer seguir nessa área. Também me interessei bastante por Bioinformática, por conta da variedade de aplicações e das diferentes possibilidades de atuação profissional. Além disso, gostaria de me aprofundar mais nos conteúdos de Bioquímica para poder trabalhar com bancos de dados de compostos químicos.
Entrevista realizada por: Fernando Henrique Demarqui Takaki, Graduando em Informática Biomédica na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo.
Supervisão: Prof. Dr. Maria Cristiane Barbosa Galvão, Docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo.

