Entrevista com Ana Clara Riquieri Chuma, Graduanda do 4º semestre do Curso de Informática Biomédica
Como você conheceu o Curso de Informática Biomédica?
Eu conheci o Curso na Feira de Profissões da USP de 2022, quando eu estava no meu segundo ano do Ensino Médio. Nessa época eu já sabia que queria alguma área de biológicas, porém ainda estava em dúvida entre as opções de cursos que eu tinha em mente. No entanto, quando eu fiz uma excursão para a feira da USP junto com a minha escola, eu encontrei o estande de Informática Biomédica e, depois de conversar com um aluno de IBm que estava no local, eu me interessei pelo Curso e passei a buscar mais informações sobre ele.
Qual foi a sua motivação para a escolha do Curso?
Primeiro que eu gostei bastante da duração e da grade do Curso, já que eu teria uma grande flexibilidade e poderia utilizar os dois últimos anos da graduação para me especializar melhor em alguma área. Além disso, apesar de eu sempre ter tido muito interesse pela área de Biológicas, eu já pensava em cursar uma graduação interdisciplinar, já que eu também possuía um interesse pela área de Exatas, então, após conhecer o Curso na Feira da USP, eu passei a focar meus estudos ao longo do restante do ensino médio para ingressar neste Curso. Por outro lado, eu também fui motivada pelo fato de ser um Curso do campus de Ribeirão Preto, a qual é a cidade que sempre morei e já estava adaptada, além do fato de eu considerar a Faculdade daqui muito forte para a área da Saúde e com uma estrutura muito boa para os alunos.
Qual foi a sua primeira impressão ao chegar na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP)?
Eu achei muito organizada a recepção, pois quando eu cheguei já tive acesso à semana de recepção aos calouros, o que me deixou bastante entusiasmada com o ambiente da Faculdade e me trouxe a impressão de ser algo muito grandioso ao conhecer a estrutura mostrada pelos nossos veteranos. Eu também cheguei muito animada pela aprovação, mas ao mesmo tempo por eu sentir que a USP era algo de certa forma inalcançável e fora da minha realidade, isso me deixou um pouco intimidada e até mesmo pressionada a seguir tudo muito à risca para não ficar perdida nesse universo da Faculdade, sem me permitir explorar tanto os diferentes aspectos da universidade, algo que só mudou quando nos foram apresentadas as ligas acadêmicas, que me fizeram me identificar melhor e me aproximar do Curso e das próprias pessoas da Faculdade. Em relação ao ensino e as aulas, eu demorei bastante para me adaptar e não formei exatamente uma opinião exata sobre isso, já que eu estava buscando mais me esforçar para conseguir acompanhar tudo devido a um certo receio de que uma falta de atenção ou descuido acarretaria algum problema na minha formação que poderia afetar a minha grade futuramente. Por outro lado, sobre a estrutura, eu senti um ar bem amigável na Faculdade de Medicina, principalmente pelo centro de convivência dos cursos da Saúde e o Bloco Didático muito bem organizado para acolher os alunos, permitindo uma convivência boa dentro daquele espaço e um ambiente para focar de fato nos estudos.
Que tipo de conteúdo ou atividade mais te chamou a atenção até agora?
As ligas acadêmicas chamaram muito minha atenção, porque quando eu entrei não tinha noção da quantidade de opções de atividades dentro da Faculdade, por exemplo, com a possibilidade de ter experiências do mundo empresarial com as empresas juniores, da parte botânica com ligas da Farmácia ou até mesmo que lidam com Saúde Mental com ligas dos cursos da Saúde, ou seja, nos permite nos desenvolver academicamente, socialmente e emocionalmente. Além disso, eu também gostei bastante das disciplinas “RIB”, que são bem focadas para o Curso de IBm, bem como de disciplinas como a Bioquímica, principalmente, por retomar conhecimentos do ensino médio e utilizar softwares para visualizar estruturas de proteínas 3D; e outras da FMRP em que tivemos a oportunidade de ter aulas com outros cursos, o que tornava as disciplinas mais interativas, como ocorreu na disciplina de Biologia Molecular e Celular. Outro fator que chamou a minha atenção foram as oportunidades de bolsas de Iniciação Científica oferecidas pelos professores da Faculdade, em que eu tive a oportunidade de entrar em um projeto que estuda sobre biologia estrutural computacional, na qual podemos compreender melhor a função de determinados domínios proteicos.
O que você gostaria de saber mais sobre a área?
As áreas que eu tenho mais interesse são: E-saúde, especialmente, na parte de desenvolvimento de softwares voltado para os usuários de sistemas de saúde e a comunicação com os usuários por meio de interfaces, bem como a interoperabilidade e cyber segurança; e principalmente Bioinformática, em que eu gostaria e me aprofundar mais em conteúdos sobre genética e biomoléculas, já que eu tenho interesse em aprender mais sobre as interações moleculares e conteúdos sobre biofísica. Além disso, tenho muito interesse em trabalhar mais no projeto no qual estou participando e me aprofundar nos conhecimentos dessa área, principalmente com o uso de linguagens de programação como “R” e Python, além de aprender mais sobre biofísica e práticas laboratoriais, bem como sobre a utilização de programas para visualização molecular computacional por meio de ferramentas como “ChimeraX” e “PyMOL”, que seriam úteis no desenvolvimento do projeto no qual estou participando. Por outro lado, também gostaria de me aprofundar mais em Ciência e Análise de dados, já que considero conhecimentos necessários para a minha atuação profissional, além de aprender mais sobre o próprio sistema operacional do Linux por considerar importante para a área de Bioinformática, que é a área em que eu tenho um maior interesse em atuar.
Entrevista realizada por: Fernando Henrique Demarqui Takaki, Graduando em Informática Biomédica na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo.
Supervisão: Prof. Dr. Maria Cristiane Barbosa Galvão, Docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo.

